Visitando o Castelo de São Jorge

Domingo, 05/11/2017: Lisboa – Rio

Como nosso vôo estava marcado para a noite, tínhamos o dia inteiro à nossa disposição. Conseguimos, junto ao hotel, postergar nosso check-out para as 3hs da tarde, então nos programamos para retornar ao hotel por volta de 2hs, preparar as malas e fazer o check-out antes das 3hs, como combinado.

Assim, em nossa segunda manhã em Lisboa, optamos por seguir até o Elevador Santa Justa e ver a vista ali do alto. A vista não é deslumbrante, mas vale a visita.

Seguimos então até o Castelo de São Jorge via Escadinhas de São Cristóvão. E não é que quando já estávamos chegando lá no topo, ao lado do Miradouro do Chão do Loureiro, descobrimos que havia um elevador público?

Enfim… seguimos em frente e visitamos o Castelo de São Jorge! O último castelo na nossa extensa lista de castelos portugueses visitados nesta viagem. O castelo, como a maioria dos demais que havíamos visitado, fica na parte alta da cidade, com acesso à pé, por elevador (como descobrimos depois) ou por transporte público (cuidado com os batedores de carteiras).

Na volta, pegamos o Elevador Castelo (o tal que descobrimos só depois) e saímos lá embaixo, no supermercado Pingo Doce do Largo Atafona. Descemos a rua, em direção ao Tejo, até a Praça do Comércio, onde tiramos as últimas fotos antes de pegar o metrô de volta ao hotel.

Preparamos tudo o que faltava e, como planejado, fizemos o check-out antes das 3hs e deixamos as malas guardadas no hotel. Nosso problema, a esta altura, foi encontrar um restaurante aberto. Acabamos almoçando no terraço do El Corte Ingles.

De volta ao hotel, colocamos as malas no carro e seguimos para o aeroporto. Achávamos que a entrega do carro seria um pouco burocrática, mas foi bem tranquila. O que deu mais trabalho foi todo o trâmite para conseguir o tax free. Isso porque, como iríamos colocar as coisas na mala, e o fiscal da alfândega poderia querer ver as mercadorias, não podíamos despachar imediatamente as malas.

Então entramos na fica do drop off como se fôssemos despachá-las. A atendente pediu que colocássemos a mala e os itens que seriam colocados dentro da mala na balança e emitiu a etiqueta de bagagem ali na hora. Saímos dali com as malas e as mercadorias e seguimos até outro guichê, do fiscal da alfândega. Lá, o fiscal solicitou todos os formulários de tax free e o passaporte, deu uma conferida rápida (não viu tudo tintim por tintim, mas apenas no geral). Neste momento, foi um tal de abre mala, tira os produtos da embalagem, joga embalagem no lixo, joga os produtos na mala, fecha a mala e entrega para o fiscal despachá-la…. Ufa!

Pensou que estava terminado? Não! Com as bagagens finalmente despachadas, passamos pelo controle de segurança. Em seguida, entramos na fica de cada uma das agências de tax free (global blue, tax free e uma outra que não lembro o nome) para resgatar o dinheiro a que tínhamos direito.

Sobre isso, outro detalhe, que só fiquei sabendo depois: é melhor escolher a opção cartão de crédito ao invés de cash, já que para esta última opção incidem taxas das “facilitadoras”.

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Lisboa!

Sábado, 04/11/2017: Lisboa

Nossa viagem estava na reta final. Depois de uma sexta-feira na estrada, viajando do Porto à Lisboa, chegamos a nossa última parada. Ao chegarmos à cidade, o dia estava bem chuvoso em Lisboa e ficamos ali pelas redondezas e descansando no hotel.

Sábado chegou e finalmente era dia de conhecer Lisboa! Como o tempo continuava chuvoso, decidimos iniciar nosso tour pelo Oceanário de Lisboa.

Escolhemos o bilhete que dava direito à exposição temporária e não me arrependi. Acho até que foi uma das passagens mais bonitas do Oceanário. O aquário gigante, montado ao longo de um salão, permitia ver peixinhos coloridos, camarõezinhos e muita flora submarina. Fiquei um tempo ali só observando os peixinhos irem e virem pela floresta aquática.

Vários outros peixes e mamíferos chamam a atenção no Oceanário. Há tubarões, pinguins, peixes de todos os tamanhos, medusas… Enfim, uma infinidade de animais marinhos.

Ficamos por lá até a hora do almoço, quando então pegamos o ônibus rumo ao Museu Nacional dos Coches, que apresenta várias carruagens reais e do clero ao longo da história.

A ideia original era provar o famoso pastel de nata da loja de Pastéis de Belém, mas a fila nos assustou… Passamos pelo Mosteiro dos Jerônimos, onde visitamos a Igreja Santa Maria de Belém (onde estão enterrados o navegador Vasco da Gama e o poeta Luís Vaz de Camões.

Passeamos pelos jardins da Praça do Império, atravessando-o até o Padrão dos Descobrimentos, monumento aos exploradores marítimos. A esta altura, o sol já estava se pondo, e compramos o ingresso para chegar ao topo do monumento (o acesso é por elevador), de onde se tem ampla vista do entorno, incluindo a Torre de Belém.

De volta à base, seguimos em direção à Torre de Belém passando pelo Farol de Belém. Pelo caminho, no asfalto, lia-se um verso de Alberto Caeiro (pseudônimo de Fernando Pessoa):
“Pelo tejo vai-se para o mundo. Para alem do tejo há a América e a fortuna daqueles que a encontram. Ninguém nunca pensou no que há para alem do rio da minha aldeia.”

Quando chegamos à Torre de Belém, o sol já havia se posto, mas ainda restava luz na penumbra do anoitecer, o que nos permitiu mais alguns cliques do mais icônico dos monumentos de Lisboa.

Guimarães: berço de Portugal

Quinta, 02/11/2017: Porto – Guimarães – Santo Tirso – Porto

O passeio, desta vez, foi até a cidade de Guimarães, berço de Portugal. Guimarães estava em nosso roteiro desde o princípio, uma vez que parte da família vem de lá (o que explica o sobrenome “Guimarães”). E foi assim que fomos visitar o Castelo de Guimarães, ou melhor, o Palácio dos Duques de Bragança. Só não entendi o rapaz da bilheteria cobrar para que eu entrasse no *meu* castelo!!! rsrssss 🙂

Infelizmente, o dia estava bem chuvoso e não pudemos explorar muito a cidade nem as muralhas do castelo. Ainda assim, demos uma volta por ali e fizemos algumas comprinhas.

De Guimarães, seguimos até Santo Tirso, cujos jardins nas praças estavam floridos, muito bem cuidados, antes de voltar ao Porto.

Aveiro: a Veneza portuguesa

Quarta, 01/11/2017: Porto – Aveiro – Porto

Seguimos em viagem até Aveiro, onde fizemos o passeio de gôndola pelo rio.

Aveiro é conhecida como a Veneza portuguesa, por conta dos seus canais que cruzam a cidade e pelos passeios turísticos em gôndolas coloridas. O “piloto”, a medida que segue pelo canal, vai explicando a história e curiosidades da cidade.

O almoço, bem bom, foi no restaurante Taberna do Canal, por indicação do rapaz que nos guiou pelos canais desta Veneza portuguesa.

Porto em 1 dia

Terça, 31/10/2017: Porto

Apesar de termos reservado 3 dias inteiros no Porto, combinamos de passar dois dias com familiares, também em viagem ao Porto. Com isso, nossa oportunidade de conhecer a cidade se restringiu a um dia, e eis que chegou o dia!

Nosso tour pelo Porto começou na estação de metrô Trindade. Dali seguimos em direção à Igreja Santíssima Trindade e depois ao Monumento à Garrett, a partir de onde nos desviamos em direção às igrejas geminadas do Carmo e dos Carmelitas Descalços. O interessante é que são duas igrejas mesmo, distintas, uma ao lado da outra. A Igreja do Carmo, localizada em uma esquina, tem a sua fachada lateral revestida por um grande painel de azulejos.

Ali pertinho, fica a famosa Livraria Lello, considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo e que serviu de inspiração para a autora de Harry Potter, como na criação da Floreios e Borrões, livraria que fica no Beco Diagonal, e na descrição de algumas salas de Hogwarts, como a escadaria do Dumbledore. Quando chegamos lá, a Livraria ainda não estava aberta, nem mesmo a “bilheteria” de acesso à loja. Assim, seguimos para outra atração ali pertinho: a Torre dos Clérigos!

Enquanto eu subia a torre até seu ponto mais alto para vislumbrar a vista do Porto (não tem elevador, apenas uma escadinha que vai ficando cada vez mais estreita), minha mãe visitava as lojinhas ali ao redor.

Em seguida, voltamos à Livraria Lello, para nos deparar com uma filha que dava volta no quarteirão. Fiquei bem surpresa com isso e um tantinho decepcionada. Já que nosso tempo era curto, qualquer tempo desperdiçado em fila tinha que ser muito bem avaliado… Em função disso, abortamos a visita à Lello (fica para a próxima!).

Seguimos de volta à Praça da Liberdade, passando pelo Monumento a Dom Pedro IV (nosso D. Pedro I) e demos uma entradinha no McDonald’s Imperial, logo ali em frente. Bem… neste momento, muitos podem pensar: “Que ideia! Visitar McDonald’s em viagem!” Mas este não é qualquer McDonald’s. Dica do nosso anfitrião que contou-nos a história de um antigo café que existia ali no local chamado Imperial. Quando fechou e a famosa rede de fast food resolveu abrir uma de suas lojas ali, foi impedida de alterar a fachada e boa parte da decoração interna. E a exigência não terminava aí: o local deveria continuar servindo café! E não é que a rede aceitou as exigências? O resultado foi o McDonald’s mais bonito do mundo, com decoração totalmente distinta das demais lojas da rede, mantendo inclusive a águia imperial da fachada. E talvez tenha sido ali que surgiu o McCafé…

Na sequência, fomos dar uma olhadinha no Majestic Café, que nos disseram ser o equivalente da Confeitaria Colombo no Porto. Achei o estilo bem semelhante, mas a Colombo me pareceu mais majestosa.

Seguimos para o Palácio da Bolsa, onde participamos da visita guiada. O destaque aí é o impressionante salão árabe, com caracteres arábicos em ouro preenchendo todas as paredes e o teto da sala.

Na sequência, encaramos uma caminhada pela orla até o Museu do Carro Elétrico, onde estão expostos os antigos bondinhos que operavam no Porto. Segundo nosso anfitrião, os bondinhos começaram a ser reformados pelos empregados da companhia, nas suas horas extras, tendo se tornado algo institucional após alguns deles estarem de novo funcionais. Outra curiosidade revelada foi que ainda hoje todos os bondinhos funcionam e saem em desfile uma vez ao ano. Apesar de interessante, achei muito cara a visitação. E outro detalhe, injusto na minha avaliação, é que, se você andar de bondinho, ganha desconto na entrada do museu, enquanto que, se visitar o museu primeiro, não ganha nada.

Seguimos nosso caminho pela orla até o Restaurante Morfeu, onde almoçamos antes que eu encarasse a subida à pé pelos degraus do arco da Ponte Arrábida, uma atração relativamente nova no Porto (Porto Bridge Climb). A ideia, futura, é permitir atravessar a ponte, mas segundo o guia, ainda depende de transpor caminhos burocráticos. No vão central, logo abaixo da ponte, tem-se uma bela vista do Rio Douro, com o Porto de um lado e Vila de Gaia do outro.

A volta até o Cais da Ribeira foi de bondinho. Dali, atravessamos a ponte e seguimos por Vila de Gaia até a cave Ferreira, de vinho do Porto. O interessante desta cave é que, ao contrário das demais, que iniciaram suas atividades por homens, em um mundo masculino, a cave Ferreira teve uma mulher a sua frente. Na volta, já cansadas de tanto caminhar, pegamos o teleférico até o Jardim do Morro.

Já noite, fomos ver as modas no El Corte Ingles de Vila Nova de Gaia, antes de seguir, de metrô, para nosso apartamento no Porto.

Caminhando pelos vinhedos do Douro

Segunda, 30/10/2017: Douro – Porto

Acordamos cedo, a tempo de flagrar o nascer do sol da varanda do quarto do hotel, com a piscina e os vinhedos do Douro ao fundo. Pouco depois, seguimos para o café da manhã, o melhor da viagem até então. Os pães estavam fresquinhos, o croissant de chocolate estava quentinho, tinha boas opções de frios, salada de frutas, mamão, banana, maça e pêra, sucos diversos, iogurte, cereais, ovo mexido, bacon e salsicha, e docinhos típicos portugueses. Enfim, comi muito, muito bem!

Se inicialmente pensávamos em pegar a estrada rumo ao Porto logo em seguida, o tempo firme e a paisagem nos demoveram da ideia. Acabamos optando por dar um passeio pelos vinhedos e apreciar a linda vista dos vales do Douro, com o rio de mesmo nome correndo lá embaixo, ao fundo.

Desta vez, o passeio foi pela manhã, e cedinho, de modo que ainda conseguimos aquela luz do sol baixo, próxima ao amanhecer. O interessante é que as parreiras do início do caminho que percorremos, por entre os vinhedos, estavam cheias de cachos de uva, cada uma mais deliciosa do que a outra! Foi um achado!!! 🙂

Na volta, ainda fizemos uma horinha no quarto, aproveitando os últimos momento da nossa varandinha vip. Detalhe: o hotel foi pago pelo hoteis.com, já que tínhamos uma diária grátis! 🙂

Partimos por volta de 11hs para o Porto e, ao chegar, fomos logo a um shopping providenciar as encomendas, almoçar, ver as modas e fazer as compras de supermercado, antes de seguirmos para o apartamento AirBnB alugado.

Nosso anfitrião nos encontrou na porta do prédio, mostrou todo a apartamento para nós, explicando em detalhes o funcionamento de tudo e dando várias dicas de lugares para visitar. Muito atencioso, e olha que ele estava com horário apertado para um compromisso!


Belmonte e Algoso

Sábado, 28/10/2017: Manteigas – Belmonte – Castelo de Algoso – Bragança

Deixamos Manteigas rumo à Belmonte, pela mais tranquila das estradas que percorremos que passavam por Manteigas. Belmonte é uma cidade maior e tem mais infraestrutura do que Manteigas. Visitamos o Castelo de Belmonte, com suas bandeiras portuguesa e brasileira, e o Museu do Descobrimento, que conta a história do “descobrimento” do Brasil. Ficou faltando a visita ao Museu do Azeite, que também planejávamos visitar.

No entanto, como prevíamos ainda a visita ao Castelo de Algoso, achamos prudente pular este museu e seguir adiante. Muitos quilômetros a frente, finalmente chegamos ao Castelo de Algoso… para uma decepção. Batemos com a cara na porta. O Castelo estava fechado! Em pleno sábado!!!

O mais bizarro é que havia vários homens descansando sobre pedras ou mesmo lá dentro, no alto do castelo. Eles nos viram chegar, ficaram só nos observando enquanto subíamos toda a escadaria de acesso até o Castelo. E quando chegamos ao portão, este estava fechado. Sem nenhuma indicação de que estava fechado, ou dos horários de funcionamento.

Enfim, voltei até poder avistar os homens no alto do castelo para perguntar sobre o funcionamento do Castelo, ao que ele disse que fechava aos sábados!?!?! Custava avisar antes de subirmos toda a escadaria? Pelo menos pela minha mãe, né? São nessas horas que a gente sai com aquela frase provocativa: “Parece coisa de português!” E nesse caso deram motivo!

Enfim, fomos embora de Algoso sem visitar o castelo e chegamos mais cedo ao nosso hotel em Bragança. Deixamos as coisas lá e saímos para uma visita exploratória pela cidade.

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